Não se incomode então se eu te ligar às duas da manhã perguntando aos prantos se você gosta de mim de verdade. A culpa não é minha, e sim dessa maldita dor insana que me faz pular muros para saber o que há do outro lado. Minhas vontades me perseguem, me cobram uma resposta devidamente qualificada aos apelos do coração. E me diga, como colocar a razão na frente do coração? Ele atropela, grita para ser o primeiro, a resposta final, o ganhador. Quer ganhar um carinho, um afago, um beijo de boa noite. Ele fica espremido no peito, refugiado, clamando por uma mão forte para apertar, por uma palavra doce sussurrada no pé do ouvido, por alguém a quem pedir proteção divina antes de dormir

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